Wilton Azevedo is plastic artist, graphic designer, poet and musician. Phd in Communication and Semiotics at PUC-SP (Pontificia Universidade Catolica) and post doctor at Université Paris VIII Laboratoire de Paragraphe – 2009 -. Published O que é Design (Brasiliense) 1988, Os Signos do Design (Global) 1994, Interpoesia: Poesia Interativa Hipermídia 2000 Cdrom, Looppoesia: A Poética da Mesmice 2004 Cdrom, ALIRE 12 - 2004, DVD - Quando Assim Termina O Nunca... video poetry 2008 and sound poetry Cd Inaldível Silábios Editora Mackenzie 2008 – Exibition with group Transitoire Observable at Centre George Pompidou 2004. Azevedo is professor reseacher at Universidade Presbiteriana Mackenzie in the Post Graduated Programm strito sensu in Education, Art and Culture History and post Graduate Programm in the literature.

1st August 2011

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OS SERES SERÃO – Wilton Azevedo 2011
by Wilton Azevedo on Sunday, July 31, 2011 at 5:41pm
Os seres são e serão
Feitos, nascidos
Morridos, falidos…
Existência de plenitude da duvida
Sonho profundo que de descanso
Só teríamos
Se soubéssemos viver
De maneira decente
Não gostamos de quem questiona
De quem nos olha nos olhos
De quem fala palavrão
Aceitamos a guerra
A destruição
Em nome das religiões
A psicologia só pensa em socializarmos
Para voltar a trabalhar
A educação está a serviço de uma moeda que não pertence mais ao conhecimento
E ouço e continuo ouvindo Erik
O Satie que de satânico
Nem o nome tem
O planeta, este sim ficou desgovernado
O que os astrônomos ainda não entenderam
Que nosso planeta é atraído pela lua
Um satélite natural de gravidade menos
Em que lá não há nada
Absolutamente nada
Por isso nos segura
Por pertencer a terra uma gravidade muito maior
A não tolerância da diferença
Mas caso venha questionar com algum fervor
Caso não concorde com algo
E que isso te faça quebrar as rotinas
Do sono
Do horário de entrada no serviço
Das respostas certas para manter o seu emprego
De ser artista profissional
Porque atitude poética mais alguma
Tem valor monetário
Então correrá o risco de ser internado
Segregado, apartado
Assim ficará explícito que você não tem mais valor
Coma muito
O que te dão para morrer cedo
Assim a previdência terá uma saída
Fume de tudo
Para fazer parte da pena de morte que não onera o estado
Não ouça mais
Os versos de um poema
Que te vêem aos ouvidos por falta de diversão
Aceite,
Nem que seja por conspiração própria… TUDO
Mas não vá reclamar se nosso instinto
Não nos avisou a tempo
Chega de pesquisas ideológicas
Em que tudo pertence a nosso lado congênito
Que os medicamentos servem para que possamos ouvir
E os de faixa preta levam embora os que mais conspiraram sobre TUDO
A tolice humana,
Trabalhamos para quem?
Nossos chefes trabalham para quem?
Quem quer que trabalhemos?
“O TRABALHO ENOBRECE O HOMEM”
Que homem é esse?
Que trabalho é esse?
Não tenho esta resposta
Mas vou continuar a questionar
Mesmo que incomoda
Que os olhares não venham para mim
Que os remédios me levem a fazer amigos
E que o conhecimento continue lacrado no “politicamente correto”
Das redes “democráticas” da humanidade
Em que se crê
Pelo fato de podemos nos expressar
Nos torna livres
Entenda que,
Quem somos hoje é a moeda de troca
O dinheiro faliu
Ou você ainda tem dúvidas disso…
Ter a posse do seu profile, do que gosta, quem namora, o último premio que ganhou, tolices
Este é um grande negócio
Mas eu ainda penso:
Quem se interessaria sobre minha pessoa se nem eu mesmo não sei quem eu sou?
O pensamento é o mundo virtual que ainda me interessa
Que me faz saber que sou humano
E sem ele não teria nem ao menos tempo
Para me dedicar a estas palavras
Para as pessoas que amo.
 

OS SERES SERÃO – Wilton Azevedo 2011

by Wilton Azevedo on Sunday, July 31, 2011 at 5:41pm

Os seres são e serão

Feitos, nascidos

Morridos, falidos…

Existência de plenitude da duvida

Sonho profundo que de descanso

Só teríamos

Se soubéssemos viver

De maneira decente

Não gostamos de quem questiona

De quem nos olha nos olhos

De quem fala palavrão

Aceitamos a guerra

A destruição

Em nome das religiões

A psicologia só pensa em socializarmos

Para voltar a trabalhar

A educação está a serviço de uma moeda que não pertence mais ao conhecimento

E ouço e continuo ouvindo Erik

O Satie que de satânico

Nem o nome tem

O planeta, este sim ficou desgovernado

O que os astrônomos ainda não entenderam

Que nosso planeta é atraído pela lua

Um satélite natural de gravidade menos

Em que lá não há nada

Absolutamente nada

Por isso nos segura

Por pertencer a terra uma gravidade muito maior

A não tolerância da diferença

Mas caso venha questionar com algum fervor

Caso não concorde com algo

E que isso te faça quebrar as rotinas

Do sono

Do horário de entrada no serviço

Das respostas certas para manter o seu emprego

De ser artista profissional

Porque atitude poética mais alguma

Tem valor monetário

Então correrá o risco de ser internado

Segregado, apartado

Assim ficará explícito que você não tem mais valor

Coma muito

O que te dão para morrer cedo

Assim a previdência terá uma saída

Fume de tudo

Para fazer parte da pena de morte que não onera o estado

Não ouça mais

Os versos de um poema

Que te vêem aos ouvidos por falta de diversão

Aceite,

Nem que seja por conspiração própria… TUDO

Mas não vá reclamar se nosso instinto

Não nos avisou a tempo

Chega de pesquisas ideológicas

Em que tudo pertence a nosso lado congênito

Que os medicamentos servem para que possamos ouvir

E os de faixa preta levam embora os que mais conspiraram sobre TUDO

A tolice humana,

Trabalhamos para quem?

Nossos chefes trabalham para quem?

Quem quer que trabalhemos?

“O TRABALHO ENOBRECE O HOMEM”

Que homem é esse?

Que trabalho é esse?

Não tenho esta resposta

Mas vou continuar a questionar

Mesmo que incomoda

Que os olhares não venham para mim

Que os remédios me levem a fazer amigos

E que o conhecimento continue lacrado no “politicamente correto”

Das redes “democráticas” da humanidade

Em que se crê

Pelo fato de podemos nos expressar

Nos torna livres

Entenda que,

Quem somos hoje é a moeda de troca

O dinheiro faliu

Ou você ainda tem dúvidas disso…

Ter a posse do seu profile, do que gosta, quem namora, o último premio que ganhou, tolices

Este é um grande negócio

Mas eu ainda penso:

Quem se interessaria sobre minha pessoa se nem eu mesmo não sei quem eu sou?

O pensamento é o mundo virtual que ainda me interessa

Que me faz saber que sou humano

E sem ele não teria nem ao menos tempo

Para me dedicar a estas palavras

Para as pessoas que amo.