Os seres são e serão
Feitos, nascidos
Morridos, falidos…
Existência de plenitude da duvida
Sonho profundo que de descanso
Só teríamos
Se soubéssemos viver
De maneira decente
Não gostamos de quem questiona
De quem nos olha nos olhos
De quem fala palavrão
Aceitamos a guerra
A destruição
Em nome das religiões
A psicologia só pensa em socializarmos
Para voltar a trabalhar
A educação está a serviço de uma moeda que não pertence mais ao conhecimento
E ouço e continuo ouvindo Erik
O Satie que de satânico
Nem o nome tem
O planeta, este sim ficou desgovernado
O que os astrônomos ainda não entenderam
Que nosso planeta é atraído pela lua
Um satélite natural de gravidade menos
Em que lá não há nada
Absolutamente nada
Por isso nos segura
Por pertencer a terra uma gravidade muito maior
A não tolerância da diferença
Mas caso venha questionar com algum fervor
Caso não concorde com algo
E que isso te faça quebrar as rotinas
Do sono
Do horário de entrada no serviço
Das respostas certas para manter o seu emprego
De ser artista profissional
Porque atitude poética mais alguma
Tem valor monetário
Então correrá o risco de ser internado
Segregado, apartado
Assim ficará explícito que você não tem mais valor
Coma muito
O que te dão para morrer cedo
Assim a previdência terá uma saída
Fume de tudo
Para fazer parte da pena de morte que não onera o estado
Não ouça mais
Os versos de um poema
Que te vêem aos ouvidos por falta de diversão
Aceite,
Nem que seja por conspiração própria… TUDO
Mas não vá reclamar se nosso instinto
Não nos avisou a tempo
Chega de pesquisas ideológicas
Em que tudo pertence a nosso lado congênito
Que os medicamentos servem para que possamos ouvir
E os de faixa preta levam embora os que mais conspiraram sobre TUDO
A tolice humana,
Trabalhamos para quem?
Nossos chefes trabalham para quem?
Quem quer que trabalhemos?
“O TRABALHO ENOBRECE O HOMEM”
Que homem é esse?
Que trabalho é esse?
Não tenho esta resposta
Mas vou continuar a questionar
Mesmo que incomoda
Que os olhares não venham para mim
Que os remédios me levem a fazer amigos
E que o conhecimento continue lacrado no “politicamente correto”
Das redes “democráticas” da humanidade
Em que se crê
Pelo fato de podemos nos expressar
Nos torna livres
Entenda que,
Quem somos hoje é a moeda de troca
O dinheiro faliu
Ou você ainda tem dúvidas disso…
Ter a posse do seu profile, do que gosta, quem namora, o último premio que ganhou, tolices
Este é um grande negócio
Mas eu ainda penso:
Quem se interessaria sobre minha pessoa se nem eu mesmo não sei quem eu sou?
O pensamento é o mundo virtual que ainda me interessa
Que me faz saber que sou humano
E sem ele não teria nem ao menos tempo
Para me dedicar a estas palavras
Para as pessoas que amo.