Wilton Azevedo is plastic artist, graphic designer, poet and musician. Phd in Communication and Semiotics at PUC-SP (Pontificia Universidade Catolica) and post doctor at Université Paris VIII Laboratoire de Paragraphe – 2009 -. Published O que é Design (Brasiliense) 1988, Os Signos do Design (Global) 1994, Interpoesia: Poesia Interativa Hipermídia 2000 Cdrom, Looppoesia: A Poética da Mesmice 2004 Cdrom, ALIRE 12 - 2004, DVD - Quando Assim Termina O Nunca... video poetry 2008 and sound poetry Cd Inaldível Silábios Editora Mackenzie 2008 – Exibition with group Transitoire Observable at Centre George Pompidou 2004. Azevedo is professor reseacher at Universidade Presbiteriana Mackenzie in the Post Graduated Programm strito sensu in Education, Art and Culture History and post Graduate Programm in the literature.

11th February 2011

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Amor ao Errado

Muitas distâncias são aparadas pela solidão

Mas poucas são aparadas pela distinção de tê-las

Pela vontade

Pela amplitude de ser um só

De levar uma vida distante

Mas junto de um coração

De que vale então o som do sono

Como eu sinto agora

Ao lado de tudo que se resumiu em mínguas

Das ínguas

Em cenas destiladas

Sem deserto semi árido

Dos canaviais que percorremos dos caminhos áridos que percorramos

Tudo nos levará a um só…

Na incrível leveza que nos une

No grito que nos unge

No óleo da paixão

No momento da dor

No momento da paixão no instante que gritamos estamos sós em forma de voz

Que grita não acalantado

E nem mente que sente o gozo na garganta

E diz:

Sílabas que te ama, mas nunca de paixão

É crer que aquele momento gratuito não dure nada, mas que te recompense como um ladrão que

Rouba alma para se dar por satisfeito

É insistir que aquela pausa dure apenas pelo momento pago pelo instante pagão

Pelo rude coração que ainda fingi o urrar de prazer

Que recebe por míseros tostões

Celebres gozos

De tua alma de teu dinheiro

Pois tens quem o ame em casa

Que arduamente trabalha sem nenhum beneficio a teu favor

Apenas por teu carinho e reconhecimento. És meu amigo um deleitor alguém que erra por amor

Amor ao errado paixão que irradia

Ao sórdido ao sujo

Ao errado

A paixão momentânea

Não trás de graça aquilo que aprendemos sozinho

Apenas ergue sua cabeça ao céu e pense

Como espécie que este foi seu ultimo conflito que sobreviveu a você mesmo

Sem compaixão de quem te teve por perto

E pensas que é nada

Mas que tens prazer então

Tens tudo

Somente naquele instante

Em que o dinheiro vale

Pois tu meu amigo

Apaixonastes por uma qualquer.

- Lewill Menil 2011 -