Muitas distâncias são aparadas pela solidão
Mas poucas são aparadas pela distinção de tê-las
Pela vontade
Pela amplitude de ser um só
De levar uma vida distante
Mas junto de um coração
De que vale então o som do sono
Como eu sinto agora
Ao lado de tudo que se resumiu em mínguas
Das ínguas
Em cenas destiladas
Sem deserto semi árido
Dos canaviais que percorremos dos caminhos áridos que percorramos
Tudo nos levará a um só…
Na incrível leveza que nos une
No grito que nos unge
No óleo da paixão
No momento da dor
No momento da paixão no instante que gritamos estamos sós em forma de voz
Que grita não acalantado
E nem mente que sente o gozo na garganta
E diz:
Sílabas que te ama, mas nunca de paixão
É crer que aquele momento gratuito não dure nada, mas que te recompense como um ladrão que
Rouba alma para se dar por satisfeito
É insistir que aquela pausa dure apenas pelo momento pago pelo instante pagão
Pelo rude coração que ainda fingi o urrar de prazer
Que recebe por míseros tostões
Celebres gozos
De tua alma de teu dinheiro
Pois tens quem o ame em casa
Que arduamente trabalha sem nenhum beneficio a teu favor
Apenas por teu carinho e reconhecimento. És meu amigo um deleitor alguém que erra por amor
Amor ao errado paixão que irradia
Ao sórdido ao sujo
Ao errado
A paixão momentânea
Não trás de graça aquilo que aprendemos sozinho
Apenas ergue sua cabeça ao céu e pense
Como espécie que este foi seu ultimo conflito que sobreviveu a você mesmo
Sem compaixão de quem te teve por perto
E pensas que é nada
Mas que tens prazer então
Tens tudo
Somente naquele instante
Em que o dinheiro vale
Pois tu meu amigo
Apaixonastes por uma qualquer.
- Lewill Menil 2011 -