Quanto tempo
Quanto
O ar era o mesmo
O planeta não
A idade das pernas não ficou presa nas rotas
E sim soltas como correntes d’agua
Os olhos se fecharam
Por alguns instantes
Com o sal e o sódio
Para serem saudados de perto
De igual para igual
Pelo tempo
Quanto tempo que não dou de cara
Com a minha própria história
Espumando pela boca um mar só meu
De toda minha glória
Que sorria
Por dentro e
Por fora
De mim