The group Pantha Rei is formed by Wilton Azevedo and Sergio Basbaum and their intention to create a spaciousness sound through microtones and low frequency. The work is still in progress and is an opportunity to make use of musical instruments and technological devices analog and digital.
Source: SoundCloud / Wilton Azevedo
VAMOS COLABOREM PARA TERMOS VOZ!
DIVULGUEM E CONVIDEM OS CADEIRANTES PARA ESTE EVENTO.
https://www.facebook.com/events/323919561048826/?fref=ts
Cadeirata é uma passeata de cadeirantes que tem como fundamento mobilizar os portadores com deficiência para as revindicações no direito de ir e vir no espaço urbano.
MANIFESTO CONTRA OS CADEIRANTOFÓBICOS
Resolvi criar este neologismo CADEIRANTOFOBIA - pessoas que não suportam a presença de cadeirantes - , porque chego a conclusão que há um limite entre a falta de cidadania e a não aceitação da diferença que vai além do preconceito, vai além da falta de ser cidadão, vai além da falta do “politicamente co
rreto”. A fobia é uma patologia, é um problema de saúde mental, é a falta de processos cognitivos que fazem destas pessoas, não reconhecem a contravenção, a falta de ética e nem a violência bélica contra os outros. A definição de psicopata é o não reconhecimentos de suas atitudes de barbárie entre outras definições encontradas. Quem comete este tipo de atitude é um psicopata, porque não reconhece que errou estacionando seu carro em uma vaga reservada para uma pessoa que tem problemas de mobilidade física. Isso é uma forma de fobia, não reconhecer a diferença e em contra partida vem o extermínio moral que eles disseminam através de uma atitude insana Esta forma de comportamento tem que ser repudiada pela sociedade crítica.
Se você é lucido e não duvida de sua sanidade seja contra os CADEIRANTOFÓBICOS e diga NÃO a estes doentes.
A transformação existe, a ressignificação é necessária, a atualização é eficaz, a evolução é discutível, mas os eventos que o ser humano busca muitas vezes me faz olhar para aquilo que eu sei fazer desde minha infância que é ser artista lidar e arrumar os códigos.
Não sei se a arte, como aprendi desde que comprei um exemplar do Van Goghna banca de jornal nos meus 12 anos de idade, ainda é arte, com ou sem tecnologia ou dispositivos que intermediam a fala, me pergunto se ser artista ainda é um evento próprio de vontade vital ou ególatra.
Geralmente o que nos passa despercebido é aquilo que o artista percebe, o que é diferente é perseguido, transformar a banalidade em assunto é essa qualidade que ainda me faz sentir ser artista. O método é pessoal, diferente da vida acadêmica, olhar para não fugir, mesmo quando não olhamos para as coisas porque as coisas olham para você e pede para não ser ignorado.
É doloroso criar, não há nada de sensacional em ser criativo, na realidade nunca acreditei em criação ou criatividade, sempre acreditei em ter o que dizer, ou saber dizer o que á foi dito. Não crio arte , crio eventos, faço ser importante aquilo que por um segundo não vai servir para ninguém, haverá alguém que sempre vai contar esta história que o artista deixou em forma de segredo.
Para isso que me propus a fazer o que não existia em minhas mãos, e nem em meu pensamento. Não há tecnologia, nem instrumentos imprescindíveis, o que há é a intensão de ter em mãos sempre uma pedra para se jogar e lá na frente agarrá-la para sentir se houve coerência. A palavra em forma de trabalho é um rolo compressor, em não sendo adequada tem vida curta.
Sou um artista, e hoje não tenho duvidas, mas um artista que para se manter vivo tem que duvidar a cada dia do que faz e diz. A tecnologia me faz ficar debruçado sob um computador por horas, como em Las Vegas, sem ver o sol, o dia e a noite, mas não há nada de mal nisso porque a exegese do pensar é assim, as horas não são percebidas e por fim se olha para a criatura criada que não termina nunca.
Conheci um grande professor e pesquisador durante algum tempo que se recusava a orientar mestrado ou doutorado de artista vivo. Dizia ele que o artista enquanto não morrer tudo pode mudar. O artista é um ser interativo sem necessidade de ser classificado, ou estacionado é um verbete de dicionário. Tudo ainda estará por se fazer enquanto se respira.
Se a arte hoje não tem mais o mesmo significado que até o final do século passado teve, e eu acredito nisso, vamos ficar com os olhos bem abertos para os eventos naturais do ser humano que é produzir significados onde parece não existí-los, de ver onde parece não haver horizontes, de ouvir o outro onde parece que tudo esta extinto, em olhar para o comum ou o não institucionalizado como linguagem humana e dizer: olha eu estou vivo, logo digo.
Sou artista porque onde a maioria desvia o olhar por não aceitar o estranho e a diferença, eu ainda transformo em assunto.
Wilton Azevedo 2012
This work in progress is a monologue with images and sounds in real time for the first time will be a solo project.
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