Wilton Azevedo is plastic artist, graphic designer, poet and musician. Phd in Communication and Semiotics at PUC-SP (Pontificia Universidade Catolica) and post doctor at Université Paris VIII Laboratoire de Paragraphe – 2009 -. Published O que é Design (Brasiliense) 1988, Os Signos do Design (Global) 1994, Interpoesia: Poesia Interativa Hipermídia 2000 Cdrom, Looppoesia: A Poética da Mesmice 2004 Cdrom, ALIRE 12 - 2004, DVD - Quando Assim Termina O Nunca... video poetry 2008 and sound poetry Cd Inaldível Silábios Editora Mackenzie 2008 – Exibition with group Transitoire Observable at Centre George Pompidou 2004. Azevedo is professor reseacher at Universidade Presbiteriana Mackenzie in the Post Graduated Programm strito sensu in Education, Art and Culture History and post Graduate Programm in the literature.

27th December 2011

Photo

SAIO - Wilton Azevedo 
 
 
Saio certo
 
Sem apreço
 
De quem nego
 
O começo
 
Passado não serve
 
No número que se quer
 
Não se tem escolha pelo que vier
 
Saio
 
Limpo
 
Clean
 
Quem sabe
 
Asséptico de consciência em vão
 
Nada em uma experiência sofrida
 
Nem a solidão
 
Recluso claro
 
Límpido
 
Que saio
 
Nem pela janela
 
A paisagem fica claro
 
Culpo a janela
 
Culpo a janela
 
Pelo meu solitário cargo
 
Penso
 
Vontade falta
 
Para estar de volta
 
Para quem apenas nasce
 
Mas nem pensa que se morre…
 
Alternado pelo som
 
Do zumbido
 
Dobro o que falta
 
Pílulas
 
Pílulas em hora errada
 
Sono profundo de profundeza
 
Alga marinha
 
Azul de petróleo
 
Água em óleo

SAIO - Wilton Azevedo 

 

 

Saio certo

 

Sem apreço

 

De quem nego

 

O começo

 

Passado não serve

 

No número que se quer

 

Não se tem escolha pelo que vier

 

Saio

 

Limpo

 

Clean

 

Quem sabe

 

Asséptico de consciência em vão

 

Nada em uma experiência sofrida

 

Nem a solidão

 

Recluso claro

 

Límpido

 

Que saio

 

Nem pela janela

 

A paisagem fica claro

 

Culpo a janela

 

Culpo a janela

 

Pelo meu solitário cargo

 

Penso

 

Vontade falta

 

Para estar de volta

 

Para quem apenas nasce

 

Mas nem pensa que se morre…

 

Alternado pelo som

 

Do zumbido

 

Dobro o que falta

 

Pílulas

 

Pílulas em hora errada

 

Sono profundo de profundeza

 

Alga marinha

 

Azul de petróleo

 

Água em óleo

14th October 2011

Link

VOLTA AO FIM - ALCKMAR DOS SANTOS & WILTON AZEVEDO →

Amigos, 

No dia 04 de novembro, na Livraria da Vila, em São Paulo (Rua Fradique Coutinho, 915), às 20h, estaremos apresentando, Wilton Azevedo e Alckmar dos Santos eo o Grupo Interacto, nossa última criação digital, Volta ao fim. Ficaremos felizes com a presença de quem puder comparecer.
Dear friends, 
On the 4th of November, 8h pm, Wilton Azevedo and Alckmar dos Santos and Interacto Group will present our last digital creation, Volta ao fim (Back to the end), in São Paulo (Livraria da Vila - Rua Fradique Coutinho, 915). We would be very happy with your presence. 

13th September 2011

Post

ARMY - wilton azevedo 2011

Meia Volta

Volver

Não vejo nada…

1st August 2011

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OS SERES SERÃO – Wilton Azevedo 2011
by Wilton Azevedo on Sunday, July 31, 2011 at 5:41pm
Os seres são e serão
Feitos, nascidos
Morridos, falidos…
Existência de plenitude da duvida
Sonho profundo que de descanso
Só teríamos
Se soubéssemos viver
De maneira decente
Não gostamos de quem questiona
De quem nos olha nos olhos
De quem fala palavrão
Aceitamos a guerra
A destruição
Em nome das religiões
A psicologia só pensa em socializarmos
Para voltar a trabalhar
A educação está a serviço de uma moeda que não pertence mais ao conhecimento
E ouço e continuo ouvindo Erik
O Satie que de satânico
Nem o nome tem
O planeta, este sim ficou desgovernado
O que os astrônomos ainda não entenderam
Que nosso planeta é atraído pela lua
Um satélite natural de gravidade menos
Em que lá não há nada
Absolutamente nada
Por isso nos segura
Por pertencer a terra uma gravidade muito maior
A não tolerância da diferença
Mas caso venha questionar com algum fervor
Caso não concorde com algo
E que isso te faça quebrar as rotinas
Do sono
Do horário de entrada no serviço
Das respostas certas para manter o seu emprego
De ser artista profissional
Porque atitude poética mais alguma
Tem valor monetário
Então correrá o risco de ser internado
Segregado, apartado
Assim ficará explícito que você não tem mais valor
Coma muito
O que te dão para morrer cedo
Assim a previdência terá uma saída
Fume de tudo
Para fazer parte da pena de morte que não onera o estado
Não ouça mais
Os versos de um poema
Que te vêem aos ouvidos por falta de diversão
Aceite,
Nem que seja por conspiração própria… TUDO
Mas não vá reclamar se nosso instinto
Não nos avisou a tempo
Chega de pesquisas ideológicas
Em que tudo pertence a nosso lado congênito
Que os medicamentos servem para que possamos ouvir
E os de faixa preta levam embora os que mais conspiraram sobre TUDO
A tolice humana,
Trabalhamos para quem?
Nossos chefes trabalham para quem?
Quem quer que trabalhemos?
“O TRABALHO ENOBRECE O HOMEM”
Que homem é esse?
Que trabalho é esse?
Não tenho esta resposta
Mas vou continuar a questionar
Mesmo que incomoda
Que os olhares não venham para mim
Que os remédios me levem a fazer amigos
E que o conhecimento continue lacrado no “politicamente correto”
Das redes “democráticas” da humanidade
Em que se crê
Pelo fato de podemos nos expressar
Nos torna livres
Entenda que,
Quem somos hoje é a moeda de troca
O dinheiro faliu
Ou você ainda tem dúvidas disso…
Ter a posse do seu profile, do que gosta, quem namora, o último premio que ganhou, tolices
Este é um grande negócio
Mas eu ainda penso:
Quem se interessaria sobre minha pessoa se nem eu mesmo não sei quem eu sou?
O pensamento é o mundo virtual que ainda me interessa
Que me faz saber que sou humano
E sem ele não teria nem ao menos tempo
Para me dedicar a estas palavras
Para as pessoas que amo.
 

OS SERES SERÃO – Wilton Azevedo 2011

by Wilton Azevedo on Sunday, July 31, 2011 at 5:41pm

Os seres são e serão

Feitos, nascidos

Morridos, falidos…

Existência de plenitude da duvida

Sonho profundo que de descanso

Só teríamos

Se soubéssemos viver

De maneira decente

Não gostamos de quem questiona

De quem nos olha nos olhos

De quem fala palavrão

Aceitamos a guerra

A destruição

Em nome das religiões

A psicologia só pensa em socializarmos

Para voltar a trabalhar

A educação está a serviço de uma moeda que não pertence mais ao conhecimento

E ouço e continuo ouvindo Erik

O Satie que de satânico

Nem o nome tem

O planeta, este sim ficou desgovernado

O que os astrônomos ainda não entenderam

Que nosso planeta é atraído pela lua

Um satélite natural de gravidade menos

Em que lá não há nada

Absolutamente nada

Por isso nos segura

Por pertencer a terra uma gravidade muito maior

A não tolerância da diferença

Mas caso venha questionar com algum fervor

Caso não concorde com algo

E que isso te faça quebrar as rotinas

Do sono

Do horário de entrada no serviço

Das respostas certas para manter o seu emprego

De ser artista profissional

Porque atitude poética mais alguma

Tem valor monetário

Então correrá o risco de ser internado

Segregado, apartado

Assim ficará explícito que você não tem mais valor

Coma muito

O que te dão para morrer cedo

Assim a previdência terá uma saída

Fume de tudo

Para fazer parte da pena de morte que não onera o estado

Não ouça mais

Os versos de um poema

Que te vêem aos ouvidos por falta de diversão

Aceite,

Nem que seja por conspiração própria… TUDO

Mas não vá reclamar se nosso instinto

Não nos avisou a tempo

Chega de pesquisas ideológicas

Em que tudo pertence a nosso lado congênito

Que os medicamentos servem para que possamos ouvir

E os de faixa preta levam embora os que mais conspiraram sobre TUDO

A tolice humana,

Trabalhamos para quem?

Nossos chefes trabalham para quem?

Quem quer que trabalhemos?

“O TRABALHO ENOBRECE O HOMEM”

Que homem é esse?

Que trabalho é esse?

Não tenho esta resposta

Mas vou continuar a questionar

Mesmo que incomoda

Que os olhares não venham para mim

Que os remédios me levem a fazer amigos

E que o conhecimento continue lacrado no “politicamente correto”

Das redes “democráticas” da humanidade

Em que se crê

Pelo fato de podemos nos expressar

Nos torna livres

Entenda que,

Quem somos hoje é a moeda de troca

O dinheiro faliu

Ou você ainda tem dúvidas disso…

Ter a posse do seu profile, do que gosta, quem namora, o último premio que ganhou, tolices

Este é um grande negócio

Mas eu ainda penso:

Quem se interessaria sobre minha pessoa se nem eu mesmo não sei quem eu sou?

O pensamento é o mundo virtual que ainda me interessa

Que me faz saber que sou humano

E sem ele não teria nem ao menos tempo

Para me dedicar a estas palavras

Para as pessoas que amo.

 

29th July 2011

Audio post - Played 0 times

[Flash 9 is required to listen to audio.]

This composition talks about everything that can be rebuilt. Nothing will end if we want.

18th July 2011

Photo

Diário do Já Dito – Wilton Azevedo – in progress - 2011
 
Dizer sobre 
Os que pensam ser poeta
Usando palavras recauchutadas
Em um ônibus sem freio
Fico aqui
Permanecendo certo
Apenas o som valendo a pena.

Diário do Já Dito – Wilton Azevedo – in progress - 2011

 

Dizer sobre

Os que pensam ser poeta

Usando palavras recauchutadas

Em um ônibus sem freio

Fico aqui

Permanecendo certo

Apenas o som valendo a pena.

Source: facebook.com

7th July 2011

Post

VELHICE

 

Como reconhecer

A tão falsa gratidão

Que a mim é submetido

Por alguma coisa que pensei

Existir

Já se vai como hora marcada

Para se dar por satisfeito

 

Por muito pouco chegamos ao julgamento

De quem nos vê

 

E assisto a tudo sem volúpia na boca

De beijo parido das cinzas

De cor cinza

 

Nem preto

Nem branco

Cinza

 

Para ser jogado em algum lugar

Desejado

Por quem jaz

Para saber

A direção do vento

Manchado pelo cinza esvoaçado

Cumprindo o desejo do outro

Em algum céu

 

Hedonismo sem efeito

Depois que vamos

Uma caminhada sem partida

Sem concorrência

 

Ninguém compete quando se coloca em jogo

A memória da própria vida

A vingança da velhice é perder a memória

Nós é que sofremos

Por guardarmos as lembranças

Do outro

Pois o problema de quem tem história

Não é perdê-la

É lembrá-la

Na solidão da imobilidade

Da gratidão dos outros

Dos passos pequenos

Sentados na maior parte do tempo

Tempo sem tempo

Previsto pela falta de tempo

É melhor esquecer

 

Wilton Azevedo 2011

 

7th July 2011

Link

ELETROACAUSTICA # 8.0 →

6th July 2011

Post

Trecho do livro # 1 de: Os 9 Livros de Sibila - 2010 

O que conversamos

Sento-me

Disléxico

Pela prioridade insana

Nada

Nada

Nada de Velho

Novo

Jovem

Criança

Em perplexidade

Convenço-me

Que a dor que agora sinto

Você deverás não sente.

wilton azevedo

 

6th July 2011

Photo

Trecho extraído do Livro # 9 de : Os 9 Livros de Sibila – Wilton Azevedo 2010
 
“Na glória do nada
Ando como uma primeira dama do nada
Sento-me no nada, e dou ordens ao nada
Quero significar, mas não significo nada
Com a idade vem a explicação incondicional 
Que a tudo se explica 
Divago-me de vagas vazias o nada
Sua existência assim não vale nada
•         
As antigas comunidades só sabiam sobre elas mesmas.”
   

Trecho extraído do Livro # 9 de : Os 9 Livros de Sibila – Wilton Azevedo 2010

 

“Na glória do nada

Ando como uma primeira dama do nada

Sento-me no nada, e dou ordens ao nada

Quero significar, mas não significo nada

Com a idade vem a explicação incondicional

Que a tudo se explica

Divago-me de vagas vazias o nada

Sua existência assim não vale nada

        

As antigas comunidades só sabiam sobre elas mesmas.”