SAIO - Wilton Azevedo
Saio certo
Sem apreço
De quem nego
O começo
Passado não serve
No número que se quer
Não se tem escolha pelo que vier
Saio
Limpo
Clean
Quem sabe
Asséptico de consciência em vão
Nada em uma experiência sofrida
Nem a solidão
Recluso claro
Límpido
Que saio
Nem pela janela
A paisagem fica claro
Culpo a janela
Culpo a janela
Pelo meu solitário cargo
Penso
Vontade falta
Para estar de volta
Para quem apenas nasce
Mas nem pensa que se morre…
Alternado pelo som
Do zumbido
Dobro o que falta
Pílulas
Pílulas em hora errada
Sono profundo de profundeza
Alga marinha
Azul de petróleo
Água em óleo
Amigos,
No dia 04 de novembro, na Livraria da Vila, em São Paulo (Rua Fradique Coutinho, 915), às 20h, estaremos apresentando, Wilton Azevedo e Alckmar dos Santos eo o Grupo Interacto, nossa última criação digital, Volta ao fim. Ficaremos felizes com a presença de quem puder comparecer.
Dear friends,
On the 4th of November, 8h pm, Wilton Azevedo and Alckmar dos Santos and Interacto Group will present our last digital creation, Volta ao fim (Back to the end), in São Paulo (Livraria da Vila - Rua Fradique Coutinho, 915). We would be very happy with your presence.
Os seres são e serão
Feitos, nascidos
Morridos, falidos…
Existência de plenitude da duvida
Sonho profundo que de descanso
Só teríamos
Se soubéssemos viver
De maneira decente
Não gostamos de quem questiona
De quem nos olha nos olhos
De quem fala palavrão
Aceitamos a guerra
A destruição
Em nome das religiões
A psicologia só pensa em socializarmos
Para voltar a trabalhar
A educação está a serviço de uma moeda que não pertence mais ao conhecimento
E ouço e continuo ouvindo Erik
O Satie que de satânico
Nem o nome tem
O planeta, este sim ficou desgovernado
O que os astrônomos ainda não entenderam
Que nosso planeta é atraído pela lua
Um satélite natural de gravidade menos
Em que lá não há nada
Absolutamente nada
Por isso nos segura
Por pertencer a terra uma gravidade muito maior
A não tolerância da diferença
Mas caso venha questionar com algum fervor
Caso não concorde com algo
E que isso te faça quebrar as rotinas
Do sono
Do horário de entrada no serviço
Das respostas certas para manter o seu emprego
De ser artista profissional
Porque atitude poética mais alguma
Tem valor monetário
Então correrá o risco de ser internado
Segregado, apartado
Assim ficará explícito que você não tem mais valor
Coma muito
O que te dão para morrer cedo
Assim a previdência terá uma saída
Fume de tudo
Para fazer parte da pena de morte que não onera o estado
Não ouça mais
Os versos de um poema
Que te vêem aos ouvidos por falta de diversão
Aceite,
Nem que seja por conspiração própria… TUDO
Mas não vá reclamar se nosso instinto
Não nos avisou a tempo
Chega de pesquisas ideológicas
Em que tudo pertence a nosso lado congênito
Que os medicamentos servem para que possamos ouvir
E os de faixa preta levam embora os que mais conspiraram sobre TUDO
A tolice humana,
Trabalhamos para quem?
Nossos chefes trabalham para quem?
Quem quer que trabalhemos?
“O TRABALHO ENOBRECE O HOMEM”
Que homem é esse?
Que trabalho é esse?
Não tenho esta resposta
Mas vou continuar a questionar
Mesmo que incomoda
Que os olhares não venham para mim
Que os remédios me levem a fazer amigos
E que o conhecimento continue lacrado no “politicamente correto”
Das redes “democráticas” da humanidade
Em que se crê
Pelo fato de podemos nos expressar
Nos torna livres
Entenda que,
Quem somos hoje é a moeda de troca
O dinheiro faliu
Ou você ainda tem dúvidas disso…
Ter a posse do seu profile, do que gosta, quem namora, o último premio que ganhou, tolices
Este é um grande negócio
Mas eu ainda penso:
Quem se interessaria sobre minha pessoa se nem eu mesmo não sei quem eu sou?
O pensamento é o mundo virtual que ainda me interessa
Que me faz saber que sou humano
E sem ele não teria nem ao menos tempo
Para me dedicar a estas palavras
Para as pessoas que amo.
Audio post - Played 0 times
[Flash 9 is required to listen to audio.]This composition talks about everything that can be rebuilt. Nothing will end if we want.
Diário do Já Dito – Wilton Azevedo – in progress - 2011
Dizer sobre
Os que pensam ser poeta
Usando palavras recauchutadas
Em um ônibus sem freio
Fico aqui
Permanecendo certo
Apenas o som valendo a pena.
Source: facebook.com
Como reconhecer
A tão falsa gratidão
Que a mim é submetido
Por alguma coisa que pensei
Existir
Já se vai como hora marcada
Para se dar por satisfeito
Por muito pouco chegamos ao julgamento
De quem nos vê
E assisto a tudo sem volúpia na boca
De beijo parido das cinzas
De cor cinza
Nem preto
Nem branco
Cinza
Para ser jogado em algum lugar
Desejado
Por quem jaz
Para saber
A direção do vento
Manchado pelo cinza esvoaçado
Cumprindo o desejo do outro
Em algum céu
Hedonismo sem efeito
Depois que vamos
Uma caminhada sem partida
Sem concorrência
Ninguém compete quando se coloca em jogo
A memória da própria vida
A vingança da velhice é perder a memória
Nós é que sofremos
Por guardarmos as lembranças
Do outro
Pois o problema de quem tem história
Não é perdê-la
É lembrá-la
Na solidão da imobilidade
Da gratidão dos outros
Dos passos pequenos
Sentados na maior parte do tempo
Tempo sem tempo
Previsto pela falta de tempo
É melhor esquecer
Wilton Azevedo 2011
Sento-me
Disléxico
Pela prioridade insana
Nada
Nada
Nada de Velho
Novo
Jovem
Criança
Em perplexidade
Convenço-me
Que a dor que agora sinto
Você deverás não sente.
wilton azevedo
Trecho extraído do Livro # 9 de : Os 9 Livros de Sibila – Wilton Azevedo 2010
“Na glória do nada
Ando como uma primeira dama do nada
Sento-me no nada, e dou ordens ao nada
Quero significar, mas não significo nada
Com a idade vem a explicação incondicional
Que a tudo se explica
Divago-me de vagas vazias o nada
Sua existência assim não vale nada
•
As antigas comunidades só sabiam sobre elas mesmas.”
Page 1 of 16